"Wir wissen nur genau, wenn wir wenig wissen, wie wir Wissen zu erwerben, setzt es sich die Frage."



Johann Wolfgang von Goethe

Só sabemos com exatidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida



terça-feira, 13 de abril de 2010

Como seria o Werther hoje por Leandson Sampaio

O Werther de hoje certamente seria bem diferente em vários aspectos. Em vez de cartas, talvez mandasse recados pelo Orkut, e Goethe talvez publicasse os seus textos em um Blog, quiçá em PDF no esquema Copyleft, que se espalharia por correntes de e-mails infinitas. Talvez Werther se suicidasse por motivos bem diferentes também. Quem sabe por uma crise existencial por não conseguir lidar com a própria sexualidade, ou quem sabe depois de uma longa discussão da relação através do MSN com Charlotte, pela Webcam (e que certamente estaria ainda no mesmo dia no Youtube), que muito provavelmente seria um dos assuntos mais comentados no Twitter. Ou quem sabe, em vez de suicidar-se, Werther se transformasse em um grande boêmio que afogaria as suas mágoas bebendo ali no Pitombeira. Ou virasse um evangélico fanático. Ou simplesmente torraria todo o seu dinheiro em livros de auto-ajuda, psicotrópicos, psicanalistas, biodança e todas as novas formas de “salvação” contemporâneas...

Divagações à parte, pode ser que todo mundo tenha um pouco de Werther, um pouco de John Hincley, um pouco de Adèle Hugo. Ou melhor, acredito que no fundo todo mundo tem os seus “extremos da paixão” em potencia. E existem diversas formas de “válvulas de escape” para amores não correspondidos & afins. No fim, é bom lembrar que os “extremos da paixão” nem sempre se convertem apenas em porra-louquicess, assassinatos e drogas. Uns viram ótimos artistas, como o próprio Goethe, outros decidem ir para a África fazer boas ações, como alguns amigos que conheço etc.; Se o amor não tivesse essa ambigüidade extrema, muito provavelmente ele não teria a menor graça e não se teria tantas teorias e tantas demonstrações da sua graça maior: a pluralidade.


3 comentários:

  1. eu tenho pena desse Werther. Se matar por uma pessoa que nem dava valor pra ele
    que burrice! Se fosse hoje ele nem se mataria. Ele ia procurar um psicologo, ou ir numa festa, beber com a galera, pegar geral esquecer do "amor da vida dele" e ser igual a todo mundo (é tenso, mas se fosse hoje seria assim)

    ResponderExcluir
  2. Hum...sei não.
    Werther é o exemplo típico do romântico do mal do século. Beber com a galera, pegar geral, ir pra balada eram coisas normais pra eles. Nada disso funcionava como remédio pras cabeças torpes e pras almas frustradas. Acho que o "romântico literário" excede a sanidade; veja Heatchcliff, ou Dom Juan. Um mais doente de amor e egoísmo, que o outro. Talvez os divãs fossem a melhor sugestão mesmo, mas nem assim. A medicina nunca foi capaz de curar dores da alma. Isso é papel da "poesia". Aliás, da arte em geral. As pessoas são de maneira geral muito passionais; a intensidade dos sofrimentos de Werther contagia os mais suscetíveis de um jeito muito pouco compreensível à minha mente obtusa... Eu sofro por ele. Mas não me permito sofrer "com" ele, nem "como" ele. O suicídio é um tipo de escolha infinitamente definitiva que não deve ter eliminado a dor. A tirar pelo fato de que "os sofrimentos" continuam em cada leitor, cada um... a seu modo.

    ResponderExcluir
  3. GRAZIELLY OLIVEIRA 3ANO VESPERTINO15 de abril de 2010 às 14:57

    como se comportaria werther hoje, será que seria o memso homem? Concerteza não saberemos responder, mas provavélmente teria as influencias modernas em sua vida, não sei como ele se comportaria, se seria o mesmo homem apaixonado, vivendo hoje em uma sociedade onde a paixão fica escancarada como algo ridiculo. Mas fica a certeza de que ele inflênciou sua época e impos suas opinioes.Viveu com intensidade todos seus sofrimentos.

    ResponderExcluir